Para quem pensa que já leu tudo...

A grande falha dos bons católicos é terem acreditado que bastava a mera acumulação de leituras para que pudessem defender-se das heresias. O Modernismo, junto aos grandes inimigos da Igreja, provou o contrário: não basta apenas ocupar os espaços, mas também faz-se necessário criar uma cultura católica que favoreça a manutenção deles, sem o qual abre-se um hiato perigoso para a propagação do mal.

 

Vários esforços vieram em consonância desta constatação, e não apenas na mídia escrita, mas também na falada e na televisionada. O Vaticano intentou inaugurar, para além do L'Osservatore Romano, a Radio Vaticana e a CTV, meios de broadcasting que visava dar a oportunidade para os católicos de todo o mundo de comutar os meios informativos em objetos de aproximação da Igreja. Contudo, apesar dos esforços grandiosos que foram dispendidos para seu crescimento, fez-se difícil fazer frente à organização internacional que se consolidou para suplantá-lo. Especialmente nos rincões mais distantes, observou-se o crescimento acelerado dos meios midiáticos a serviço dos piores inimigos e, na medida em que foram desaparecendo os bons sacerdotes, mais e mais ousaram eles na ocupação destas empresas de comunicação.

 

As notícias, que se tornaram mercadorias estandardizadas, doravante passaram a narrar, quase em uníssono, o que lhes ditava uma classe de jornalismo empenhada na profanação do orbe católico. E o que não conseguia atravessar este véu de obscuridade, era muitas vezes legado ao ostracismo, o que implicava na desinformação dos leitores, mais e mais enredados em um mundo fantasioso de informações degradadas conforme os crivos desta mesma classe. A ausência da boa notícia ou o rebaixamento de seu real significado também é um meio conhecido de manobrar as sociedades. A notícia real do que importava passou a ser não apenas matéria de sigilo como tratada a título de "conspiração", algo que muito oportunamente vem em auxílio daqueles que se arrogam em defensores da justiça. Metodologicamente o jornal tornou-se instrumento de desinformação, o que pode ser executado de inúmeras maneiras por aqueles que dominam minimamente a arte literária.

A que vem O Legionário?

A questão que se levanta não é sobrepujar o presente estado de coisas em que nos encontramos, nem ao menos liderar os meios conservadores ou tradicionais, mas tão-somente dar a oportunidade de informar aos que se interessarem, concedendo-lhes um periódico seleto que lhes traga informações notórias, que apenas são propagadas de forma aleatória e desinteressada pelo mainstream. Para bons olhos, tais notícias não passarão desapercebidas e é esta seleta de bons observadores que queremos trazer e pôr a serviço da verdade.

 

A empresa já valerá por uma única tiragem, porquanto os meios são escassos e difícil é empreender individualmente aquilo que seria papel de grandes players. Onde há dificuldades técnicas, porém, sempre sobrepuja a vontade humana e espiritual em benefício ao próximo, sendo este o motor do jornal O Legionário.

 

Neste sentido, um time de correspondentes e competentes voluntários católicos repetem o que outrora já fora feito por grandes defensores da Fé, como Maximiliano Kolbe e Dom Bosco: com o auxílio de Nossa Senhora, continuar a obra de Deus nos espaços por Ele legado para levar a doutrina e a salvação para os fiéis.

Nosso lema

Guardai a Fé. Guardai o Sagrado Depósito. Combatei o bom combate.